sexta-feira, 1 de março de 2013

Floresta Estacional Sempre-Verde – Novo tipo de vegetação brasileira

O Brasil agora tem oficialmente mais um tipo de vegetação, a Floresta Estacional Sempre-Verde, que ocorre exclusivamente no estado de Mato Grosso. O novo tipo de vegetação já havia sido identificado há alguns anos, mas só agora passou a constar oficialmente no Sistema de Classificação da Vegetação Brasileira.
A descrição do novo tipo de vegetação aparece na segunda edição do Manual Técnico da Vegetação Brasileira, lançada hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O livro, elaborado por engenheiros florestais, agrônomos, biólogos, geógrafos e geólogos, traz metodologias para a realização de estudos, mapeamentos e pesquisas da vegetação no país.
Uma das características da também chamada de Floresta Estacional Perenifólia, é a vegetação caracterizada pela manutenção de uma coloração muito verde, mesmo em períodos de estiagens. Segundo o IBGE, a vegetação ocorre em áreas de clima tropical que tem duas estações bem distintas: uma chuvosa e uma seca (que varia entre quatro e seis meses).
Três subtipos da vegetação foram identificados: as variações aluvial, de terras baixas e de submontanha. As árvores, têm em média entre 25 a 40 metros de altura.
Além da Floresta Estacional Sempre-Verde, o Brasil já tem outros tipos de vegetação que ocorrem especificamente em seu território, como as florestas ombrófilas (típicas da Amazônia e da Mata Atlântica), as savanas e a Caatinga.

A Vegetação Brasileira

A paisagem brasileira é fortemente marcada pela exuberância da vegetação natural, entretanto, esta vem sendo assustadoramente devastada desde a colonização do território, representando atualmente cerca da metade da formação original. Isso ocorre tanto em razão da própria ocupação, através da construção de cidades e rodovias, quanto em virtude da exploração irracional dos recursos naturais, como ocorre na extração madeireira.

A destruição de uma floresta implica inúmeras perdas, pois são afetadas não só as diversas espécies de plantas e animais que a compõem, mas também os solos, o clima e a população habitante da região, cuja cultura e fontes de sobrevivência são fatalmente destruídas. No tocante ao meio ambiente, a legislação brasileira é considerada abrangente e moderna, mas um dos principais problemas enfrentados é decorrente da precária fiscalização oferecida e dos grandes interesses envolvidos na devastação.
 
 
PRINCIPAIS FORMAÇÕES VEGETAIS
 
1) MATA ATLÂNTICA
Também conhecida como floresta latifoliada tropical úmida, possui uma vegetação higrófila (adaptada ao ambiente úmido), densa (com muitas árvores por região) e bastante diversificada, sendo uma das regiões do planeta com maior riqueza de espécies.
 
Já chegou a ocupar a faixa que se estende do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, mas com a violenta devastação, hoje possui apenas 8% da área originalmente ocupada.
                     
2) CERRADO
Também muito devastada, esta formação vegetal está atualmente reduzida a menos da metade do seu tamanho inicial. É típica da região Centro-Oeste, mas também abrange algumas regiões da Bahia, Minas Gerais, etc. É formada por gramíneas e arbustos distanciados uns dos outros (o que favorece o desenvolvimento da pecuária) e de galhos retorcidos em razão dos períodos de estiagem.

 3) MATA DE ARAUCÁRIA
Encontrada nas áreas mais elevadas e de mais baixas temperaturas ao longo do planalto da Bacia do Paraná, é também conhecida como floresta aciculifoliada (folhas pontiagudas) ou mata dos pinhais. Possui uma vegetação arbórea e homogênea, em que predomina o pinheiro, madeira de alto valor comercial, o que ajuda a explicar o desmatamento, que já alcança cerca de 90% da área original.
 
4) FLORESTA AMAZÔNICA
É uma formação densa, higrófila (adaptada à umidade ambiente), arbórea, com árvores em geral de grande porte, latifoliada (folhas largas), com enorme diversidade de espécies. Ocupa uma extensão enorme de cerca de 5 milhões de Km², estendendo-se por diversos países da América do Sul, além do Brasil, constituindo a maior floresta equatorial do mundo.
 
É possível distinguir três domínios distintos de vegetação, cujas características são estabelecidas a partir de variações locais de clima, relevo e umidade. São eles:
 
a) Mata de Terra Firme (ou Caetê): é o tipo de vegetação predominante em cerca de 80 % da floresta e corresponde à parte não inundada.
 
b) Mata de Várzea: é situada em uma região periodicamente inundada, ideal para a rizicultura (cultivo de arroz).
 
c) Mata de Igapó: é a vegetação que fica constantemente inundada, sendo tipicamente aquática (higrófila), como é o caso de plantas como a Vitória-régia.

5) CAATINGA
Ocupa grande parte da região Nordeste e é composta por uma formação arbustiva e xerófita (adaptada ao clima árido), com a presença de cactáceos, como o xique-xique e o mandacaru. O solo é pobre em húmus e rico sem sais minerais, sendo que, com a devida irrigação, podem render uma agricultura bastante variada. É também conhecida como “mata-branca”.

A aridez do clima reflete diretamente na vegetação, o que pode ser notado nos arbustos, que possuem galhos retorcidos em razão das secas prolongadas e nos cactáceos, cujas folhas em forma de espinhos promovem baixa transpiração e raízes em forma de cabaça servem ao acúmulo de água e sais minerais.
 
6) PANTANAL
Pode ser considerado um complexo vegetal, pois apresenta diversas espécies vegetais próprias de outros domínios vegetais, como o cerrado, a caatinga, as florestas e os campos. Situa-se no Brasil nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, sendo que também alcança áreas no Paraguai e na Bolívia (onde é conhecida como o “chaco” boliviano). A maior parte da sua extensão encontra-se alagada e abriga fauna e flora de abundante diversidade.
 
7) MATA DOS COCAIS
Caracteriza-se pela presença de palmeiras como o Babaçu e a Carnaúba, é uma vegetação de transição entre a Floresta Amazônica, o Cerrado e a Caatinga, ocupando o Meio-norte nordestino, sobretudo as regiões do Maranhão e do Piauí.
 
8) CAMPOS
São formações herbáceas que podem ter a presença de arbustos (campos sujos) ou serem constituídos só por gramíneas (campos limpos). Destacam-se os campos do Rio Grande do Sul, ou Pampas gaúchos, em que predomina a baixa vegetação herbácea, ideal para a pecuária extensiva.
 
9) VEGETAÇÃO LITORÂNEA
Dividida entre as vegetações das dunas e dos mangues. A vegetação das dunas é herbácea com pequenos arbustos que aparecem na areia da praia, enquanto a vegetação dos mangues é arbustiva e halófila (adaptada à salinidade). Os mangues funcionam como um verdadeiro berçário de espécies, pois sediam a reprodução de inúmeros animais marinhos.
 
10) MATAS CILIARES
Podem ser encontradas ao longo dos cursos dos rios e desempenham o papel fundamental de oferecer sustentação aos solos das margens, afastando a possibilidade de assoreamento dos leitos (obstrução dos rios por sedimentos ou detritos).


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

• Dez Características Básicas da Vegetação no Cerrado

Os campos abertos fazem parte da maioria da área vegetativa.

Espécies sobrevivem por causa das raízes longas que alcançam zonas profundas do solo que sempre estão úmidas.

Existem mosaicos com longas manchas no terreno causados pelas queimadas naturais ou causadas pelo homem.

As árvores estão distantes e formam pouca sombra da vegetação.

A vegetação precisa de calor e luz para se desenvolver.

Espécies disputam entre si para ocupar espaços isolados no terreno.

A vegetação do cerrado ocupa 20% do território brasileiro.

Solo composto por alto índice de acidez e poucos nutrientes.

No verão as cores predominantes são verdes e amarelas.

Os ramos secos de árvores e plantas servem como combustíveis às queimadas.

Vegetação do Cerrado: Formação e Características Principais

As altitudes do relevo no cerrado podem chegar a mil metros superiores ao nível do mar. Solo basicamente ondulado com variações planas que não trazem variações em níveis consideráveis. Existem regiões nas quais o calor é intenso, caso da região de Goiás.












Por outro lado, a temperatura pode ficar amena das regiões mais baixas, como acontece em Brasília. A umidade do ar tem média de 10% durante o inverno, cenário antagônico aos 50% existente nas regiões litorâneas.

• Formação da Vegetação do Cerrado

Duzentas mil espécies de vida, sendo grande parte vegetativa. Em menos de trinta anos a região pode desaparecer caso os índices de desmatamento no diminuam em níveis consideráveis.
De certa forma, pode ser considerado como o primo pobre da vegetação brasileira conhecida no mundo por ser tropical e exuberante. A beleza das espécies está nos detalhes das paisagens rústicas e tortas.
Quase ¼ da vegetação brasileira se encontra adormecida quando o cerrado passa pelos períodos de seca que duram em média seis meses. Quando parece que tudo está morto, a chuva volta e aplica a ressureição nas espécies que retomam o crescimento como se nada tivesse acontecido.
O cerrado brasileiro é considerado como savana mais rica do mundo, estando acima de países da África em nível de biodiversidade animal e vegetal. Historiadores afirmam que para ter as características da atualidade demoro a região demorou mais de trinta milhões de anos.
O bioma do cerrado está no topo de lista entre os biomas com maior idade no Brasil, estando na frente de longe da Floresta Amazônica e da Mata Atlântica, ambos de aproximados dez mil anos.
A capacidade de adaptação representa talvez a principal característica da vegetação no cerrado. As árvores convivem há longos anos com ao lado da presença do fogo e mesmo assim permanecem vivas e em evolução.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Amazônia - Fauna

Pesquisas indicam que na Amazônia existem cerca de trinta milhões de espécies animais. Dá para acreditar? E isso porque nem todas as espécies foram encontradas e estudadas pelos cientistas. Lá existem alguns animais que ainda são desconhecidos pelos homens.
Bom, mas uma coisa é certa: são muitos animais convivendo neste grande ecossistema. Talvez os mais famosos deles sejam os macacos. Eles são numerosos: coatás, cuxiús, barrigudos...  Uma infinidade de primatas pode ser encontrada nos galhos das árvores amazônicas. Além deles existem outros mamíferos característicos da região. São mamíferos terrestres, como onças, tamanduás, esquilos, e mamíferos aquáticos, como peixes-boi e botos.
Os répteis também têm território garantido. Em um passeio pela região podem ser vistos lagartos, jacarés, tartarugas e serpentes. Entre os anfíbios, existem variados tipos de rãs, sapos e pererecas. Uma grande coleção de peixes é outro fato digno de nota: nas águas amazônicas estão 85% das espécies de peixes de toda a América do Sul. Todos os anos milhares deles migram tentando encontrar locais adequados para reprodução e desova.
Outros seres ainda menores têm grande importância no equilíbrio deste ecossistema: os insetos. Eles são numerosos. Besouros, formigas, mariposas e vespas fazem parte do grupo que é maioria na fauna amazônica. 
Na terra, na água e no ar. Há grande variedade também de aves na floresta. Araraspapagaios, periquitos e tucanos colorem as copas das árvores. Mais de mil espécies de aves já foram catalogadas. 

Biomas Brasileiros: Amazônia

Hoje na série  Biomas Brasileiros publicada semanalmente na Coluna de Meio Ambiente, e como foi dito semana passada falaremos sobre o Bioma Amazônia. Espero que gostem do texto. Próxima semana , terça - feira, falarei sobre os Biomas costeiros. 
O bioma Amazônia ocupa cerca de 40% do território nacional. Nele estão localizados os estados do Pará, Amazonas, Amapá, Acre, Rondônia e Roraima e algumas partes do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso. Também inclui terras de países próximos ao Brasil, como as Guianas, Suriname, Venezuela, Equador, Peru e Bolívia. 
A floresta amazônica é conhecida como abrigo da maior biodiversidade do mundo, pois nela podem ser encontradas milhares de espécies animais, vegetais e micro-organismos. Além da variedade de seres biológicos, a região conta com muitos rios, os quais formam a maior reserva de água doce de superfície disponível no mundo. O clima que caracteriza a região é o equatorial úmido. Quanto ao relevo, é possível perceber diferentes formações, como planaltos e planícies.
Vamos analisar com mais calma alguns elementos que compõem este rico bioma.
 
 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Unidades de conservação estaduais em Fortaleza

Parque Ecológico do Cocó

A área do Parque Ecológico do Cocó compreende o trecho da BR-116 à foz do rio. O Rio Cocó integra a bacia dos rios do litoral leste cearense com um comprimento total do rio principal de cerca de 50 quilômetros. O parque está inserido nas áreas de maior fragilidade do ponto de vista ambiental onde é possível identificar formações geoambientais como: planície litorânea, planície fluviomarinha e superfície dos tabuleiros litorâneos. O manguezal do rio Cocó abriga várias espécies de moluscos, crustáceos, peixes, répteis, aves e mamíferos. O parque conta com estrutura de visitação, com guias e trilhas ecológicas.

Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio

Esta é a primeira e única unidade de conservação marinha do Estado do Ceará. O Parque da Pedra da Risca do Meio tem uma profundidade que varia de 17 a 30 metros e fica a aproximadamente 18,5Km (10 milhas náuticas) de distância do Porto do Mucuripe de Fortaleza. O acesso ao parque deve ser feito por meio de embarcações. O tempo de viagem leva, em média, 50 minutos. As atividades de mergulho, pesca esportiva, pesquisa científica e tráfego de embarcações são permitidas dentro da unidade. Dentre os objetivos do parque está a preservação da diversidade do ambiente recifal.

Área de Proteção Ambiental do Estuário do Rio Ceará

A unidade fica a 20Km de distância do Centro de Fortaleza e localiza-se na divisa entre a capital cearense e a cidade de Caucaia, na Região Metropolitana. O local também se destaca pela importância histórica por ter abrigado a primeira edificação de Fortaleza, em 1604, o Fortim de Santiago. Posteriormente, em 1612, abrigou o Forte de São Sebastião.

Área de Proteção Ambiental do Rio Pacoti

Além de Fortaleza, a APA do Rio Pacoti abrange as cidades de Eusébio e Aquiraz. O rio é o maior dos cursos de água que atravessam a Região Metropolitana de Fortaleza. A unidade de conservação, compreendida entre a foz do rio e a ponte velha da CE-040 no município de Aquiraz.

Parque Ecológico da Lagoa da Maraponga

Na unidade, predomina o ecossistema lacustre. Localizada em área urbana, o Parque dispõe de espaço para lazer e conta com um dos mais conhecidos espelhos d’água da Capital. Apesar dos esforços dos poderes públicos, a unidade ainda necessita de ações efetivas de preservação, como a conscientização da população para a preservação da biodiversidade.