O Brasil agora tem oficialmente mais um tipo de vegetação, a Floresta
Estacional Sempre-Verde, que ocorre exclusivamente no estado de Mato
Grosso. O novo tipo de vegetação já havia sido identificado há alguns
anos, mas só agora passou a constar oficialmente no Sistema de
Classificação da Vegetação Brasileira.
A descrição do novo tipo de vegetação aparece na segunda edição do
Manual Técnico da Vegetação Brasileira, lançada hoje (18) pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O livro, elaborado por
engenheiros florestais, agrônomos, biólogos, geógrafos e geólogos, traz
metodologias para a realização de estudos, mapeamentos e pesquisas da
vegetação no país.
Uma das características da também chamada de Floresta Estacional
Perenifólia, é a vegetação caracterizada pela manutenção de uma
coloração muito verde, mesmo em períodos de estiagens. Segundo o IBGE, a
vegetação ocorre em áreas de clima tropical que tem duas estações bem
distintas: uma chuvosa e uma seca (que varia entre quatro e seis meses).
Três subtipos da vegetação foram identificados: as variações aluvial,
de terras baixas e de submontanha. As árvores, têm em média entre 25 a
40 metros de altura.
Além da Floresta Estacional Sempre-Verde, o Brasil já tem outros
tipos de vegetação que ocorrem especificamente em seu território, como
as florestas ombrófilas (típicas da Amazônia e da Mata Atlântica), as savanas e a Caatinga.
sexta-feira, 1 de março de 2013
A Vegetação Brasileira
A paisagem brasileira é fortemente marcada
pela exuberância da vegetação natural, entretanto, esta vem sendo
assustadoramente devastada desde a colonização do território,
representando atualmente cerca da metade da formação original. Isso
ocorre tanto em razão da própria ocupação, através da construção de
cidades e rodovias, quanto em virtude da exploração irracional dos
recursos naturais, como ocorre na extração madeireira.
A destruição de uma floresta implica
inúmeras perdas, pois são afetadas não só as diversas espécies de
plantas e animais que a compõem, mas também os solos, o clima e a
população habitante da região, cuja cultura e fontes de sobrevivência
são fatalmente destruídas. No tocante ao meio ambiente, a legislação
brasileira é considerada abrangente e moderna, mas um dos principais
problemas enfrentados é decorrente da precária fiscalização oferecida e
dos grandes interesses envolvidos na devastação.
PRINCIPAIS FORMAÇÕES VEGETAIS
1) MATA ATLÂNTICA
Também conhecida como floresta latifoliada tropical úmida,
possui uma vegetação higrófila (adaptada ao ambiente úmido), densa (com
muitas árvores por região) e bastante diversificada, sendo uma das
regiões do planeta com maior riqueza de espécies.
Já chegou a ocupar a faixa que se
estende do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, mas com a violenta
devastação, hoje possui apenas 8% da área originalmente ocupada.
2) CERRADO
Também muito devastada, esta formação
vegetal está atualmente reduzida a menos da metade do seu tamanho
inicial. É típica da região Centro-Oeste, mas também abrange algumas
regiões da Bahia, Minas Gerais, etc. É formada por gramíneas e arbustos
distanciados uns dos outros (o que favorece o desenvolvimento da
pecuária) e de galhos retorcidos em razão dos períodos de estiagem.
3) MATA DE ARAUCÁRIA
Encontrada
nas áreas mais elevadas e de mais baixas temperaturas ao longo do
planalto da Bacia do Paraná, é também conhecida como floresta aciculifoliada (folhas pontiagudas) ou mata dos pinhais.
Possui uma vegetação arbórea e homogênea, em que predomina o pinheiro,
madeira de alto valor comercial, o que ajuda a explicar o desmatamento,
que já alcança cerca de 90% da área original.
4) FLORESTA AMAZÔNICA
É uma
formação densa, higrófila (adaptada à umidade ambiente), arbórea, com
árvores em geral de grande porte, latifoliada (folhas largas), com
enorme diversidade de espécies. Ocupa uma extensão enorme de cerca de 5
milhões de Km², estendendo-se por diversos países da América do Sul,
além do Brasil, constituindo a maior floresta equatorial do mundo.
É possível
distinguir três domínios distintos de vegetação, cujas características
são estabelecidas a partir de variações locais de clima, relevo e
umidade. São eles:
a) Mata de Terra Firme (ou Caetê): é o tipo de vegetação predominante em cerca de 80 % da floresta e corresponde à parte não inundada.
b) Mata de Várzea: é situada em uma região periodicamente inundada, ideal para a rizicultura (cultivo de arroz).
c) Mata de Igapó:
é a vegetação que fica constantemente inundada, sendo tipicamente
aquática (higrófila), como é o caso de plantas como a Vitória-régia.
5) CAATINGA
Ocupa grande parte da região Nordeste e é
composta por uma formação arbustiva e xerófita (adaptada ao clima
árido), com a presença de cactáceos, como o xique-xique e o mandacaru. O
solo é pobre em húmus e rico sem sais minerais, sendo que, com a devida
irrigação, podem render uma agricultura bastante variada. É também
conhecida como “mata-branca”.
A aridez do
clima reflete diretamente na vegetação, o que pode ser notado nos
arbustos, que possuem galhos retorcidos em razão das secas prolongadas e
nos cactáceos, cujas folhas em forma de espinhos promovem baixa
transpiração e raízes em forma de cabaça servem ao acúmulo de água e
sais minerais.
6) PANTANAL
Pode ser
considerado um complexo vegetal, pois apresenta diversas espécies
vegetais próprias de outros domínios vegetais, como o cerrado, a
caatinga, as florestas e os campos. Situa-se no Brasil nos estados do
Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, sendo que também alcança áreas no
Paraguai e na Bolívia (onde é conhecida como o “chaco” boliviano). A
maior parte da sua extensão encontra-se alagada e abriga fauna e flora
de abundante diversidade.
7) MATA DOS COCAIS
Caracteriza-se
pela presença de palmeiras como o Babaçu e a Carnaúba, é uma vegetação
de transição entre a Floresta Amazônica, o Cerrado e a Caatinga,
ocupando o Meio-norte nordestino, sobretudo as regiões do Maranhão e do
Piauí.
8) CAMPOS
São
formações herbáceas que podem ter a presença de arbustos (campos sujos)
ou serem constituídos só por gramíneas (campos limpos). Destacam-se os
campos do Rio Grande do Sul, ou Pampas gaúchos, em que predomina a baixa
vegetação herbácea, ideal para a pecuária extensiva.
9) VEGETAÇÃO LITORÂNEA
Dividida
entre as vegetações das dunas e dos mangues. A vegetação das dunas é
herbácea com pequenos arbustos que aparecem na areia da praia, enquanto a
vegetação dos mangues é arbustiva e halófila (adaptada à salinidade).
Os mangues funcionam como um verdadeiro berçário de espécies, pois
sediam a reprodução de inúmeros animais marinhos.
10) MATAS CILIARES
Podem ser
encontradas ao longo dos cursos dos rios e desempenham o papel
fundamental de oferecer sustentação aos solos das margens, afastando a
possibilidade de assoreamento dos leitos (obstrução dos rios por
sedimentos ou detritos).
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
• Dez Características Básicas da Vegetação no Cerrado
Os campos abertos fazem parte da maioria da área vegetativa.
Espécies sobrevivem por causa das raízes longas que alcançam zonas profundas do solo que sempre estão úmidas.
Existem mosaicos com longas manchas no terreno causados pelas queimadas naturais ou causadas pelo homem.
As árvores estão distantes e formam pouca sombra da vegetação.
A vegetação precisa de calor e luz para se desenvolver.
Espécies disputam entre si para ocupar espaços isolados no terreno.
A vegetação do cerrado ocupa 20% do território brasileiro.
Solo composto por alto índice de acidez e poucos nutrientes.
No verão as cores predominantes são verdes e amarelas.
Os ramos secos de árvores e plantas servem como combustíveis às queimadas.
Vegetação do Cerrado: Formação e Características Principais
As altitudes do relevo no cerrado podem chegar a mil metros superiores
ao nível do mar. Solo basicamente ondulado com variações planas que não
trazem variações em níveis consideráveis. Existem regiões nas quais o
calor é intenso, caso da região de Goiás.
Por outro lado, a temperatura pode ficar
amena das regiões mais baixas, como acontece em Brasília. A umidade do
ar tem média de 10% durante o inverno, cenário antagônico aos 50%
existente nas regiões litorâneas.
• Formação da Vegetação do Cerrado
Duzentas mil espécies de vida, sendo
grande parte vegetativa. Em menos de trinta anos a região pode
desaparecer caso os índices de desmatamento no diminuam em níveis
consideráveis.
De certa forma, pode ser considerado
como o primo pobre da vegetação brasileira conhecida no mundo por ser
tropical e exuberante. A beleza das espécies está nos detalhes das
paisagens rústicas e tortas.
Quase ¼ da vegetação brasileira se
encontra adormecida quando o cerrado passa pelos períodos de seca que
duram em média seis meses. Quando parece que tudo está morto, a chuva
volta e aplica a ressureição nas espécies que retomam o crescimento como
se nada tivesse acontecido.
O cerrado brasileiro é considerado como
savana mais rica do mundo, estando acima de países da África em nível de
biodiversidade animal e vegetal. Historiadores afirmam que para ter as
características da atualidade demoro a região demorou mais de trinta
milhões de anos.
O bioma do cerrado está no topo de lista
entre os biomas com maior idade no Brasil, estando na frente de longe
da Floresta Amazônica e da Mata Atlântica, ambos de aproximados dez mil
anos.
A capacidade de adaptação representa
talvez a principal característica da vegetação no cerrado. As árvores
convivem há longos anos com ao lado da presença do fogo e mesmo assim
permanecem vivas e em evolução.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Amazônia - Fauna
Pesquisas indicam
que na Amazônia existem cerca de trinta milhões de espécies animais. Dá para
acreditar? E isso porque nem todas as espécies foram encontradas e estudadas
pelos cientistas. Lá existem alguns animais que ainda são desconhecidos pelos
homens.
Bom, mas uma coisa
é certa: são muitos animais convivendo neste grande ecossistema. Talvez os mais
famosos deles sejam os macacos. Eles são numerosos: coatás, cuxiús,
barrigudos... Uma infinidade de primatas pode
ser encontrada nos galhos das árvores amazônicas. Além deles existem outros
mamíferos característicos da região. São mamíferos terrestres, como onças,
tamanduás, esquilos, e mamíferos aquáticos, como peixes-boi e botos.
Os répteis também
têm território garantido. Em um passeio pela região podem ser vistos
lagartos, jacarés, tartarugas e serpentes. Entre os anfíbios, existem variados
tipos de rãs, sapos e pererecas. Uma grande coleção de peixes é outro fato
digno de nota: nas águas amazônicas estão 85% das espécies de peixes de toda a
América do Sul. Todos os anos milhares deles migram tentando encontrar
locais adequados para reprodução e desova.
Outros seres ainda
menores têm grande importância no equilíbrio deste ecossistema: os insetos.
Eles são numerosos. Besouros, formigas, mariposas e vespas fazem parte do grupo
que é maioria na fauna amazônica.
Biomas Brasileiros: Amazônia
Hoje na série Biomas Brasileiros publicada semanalmente na Coluna de Meio Ambiente, e como foi dito semana passada falaremos sobre o Bioma Amazônia. Espero que
gostem do texto. Próxima semana , terça - feira, falarei sobre os Biomas costeiros.
O bioma Amazônia
ocupa cerca de 40% do território nacional. Nele estão localizados os
estados do Pará, Amazonas, Amapá, Acre, Rondônia e Roraima e algumas
partes do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso. Também inclui terras de países
próximos ao Brasil, como as Guianas, Suriname, Venezuela, Equador, Peru e
Bolívia.
A floresta
amazônica é conhecida como abrigo da maior biodiversidade do mundo, pois nela
podem ser encontradas milhares de espécies animais, vegetais e
micro-organismos. Além da variedade de seres biológicos, a região conta com
muitos rios, os quais formam a maior reserva de água doce de
superfície disponível no mundo. O clima que caracteriza a região é o equatorial
úmido. Quanto ao relevo, é possível perceber diferentes formações, como planaltos
e planícies.
Vamos analisar com
mais calma alguns elementos que compõem este rico bioma.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Unidades de conservação estaduais em Fortaleza
Parque Ecológico do Cocó
A área do Parque Ecológico do Cocó compreende o trecho da BR-116 à foz do rio. O Rio Cocó integra a bacia dos rios do litoral leste cearense com um comprimento total do rio principal de cerca de 50 quilômetros. O parque está inserido nas áreas de maior fragilidade do ponto de vista ambiental onde é possível identificar formações geoambientais como: planície litorânea, planície fluviomarinha e superfície dos tabuleiros litorâneos. O manguezal do rio Cocó abriga várias espécies de moluscos, crustáceos, peixes, répteis, aves e mamíferos. O parque conta com estrutura de visitação, com guias e trilhas ecológicas.Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio
Esta é a primeira e única unidade de conservação marinha do Estado do Ceará. O Parque da Pedra da Risca do Meio tem uma profundidade que varia de 17 a 30 metros e fica a aproximadamente 18,5Km (10 milhas náuticas) de distância do Porto do Mucuripe de Fortaleza. O acesso ao parque deve ser feito por meio de embarcações. O tempo de viagem leva, em média, 50 minutos. As atividades de mergulho, pesca esportiva, pesquisa científica e tráfego de embarcações são permitidas dentro da unidade. Dentre os objetivos do parque está a preservação da diversidade do ambiente recifal.Área de Proteção Ambiental do Estuário do Rio Ceará
A unidade fica a 20Km de distância do Centro de Fortaleza e localiza-se na divisa entre a capital cearense e a cidade de Caucaia, na Região Metropolitana. O local também se destaca pela importância histórica por ter abrigado a primeira edificação de Fortaleza, em 1604, o Fortim de Santiago. Posteriormente, em 1612, abrigou o Forte de São Sebastião.Área de Proteção Ambiental do Rio Pacoti
Além de Fortaleza, a APA do Rio Pacoti abrange as cidades de Eusébio e Aquiraz. O rio é o maior dos cursos de água que atravessam a Região Metropolitana de Fortaleza. A unidade de conservação, compreendida entre a foz do rio e a ponte velha da CE-040 no município de Aquiraz.Parque Ecológico da Lagoa da Maraponga
Na unidade, predomina o ecossistema lacustre. Localizada em área urbana, o Parque dispõe de espaço para lazer e conta com um dos mais conhecidos espelhos d’água da Capital. Apesar dos esforços dos poderes públicos, a unidade ainda necessita de ações efetivas de preservação, como a conscientização da população para a preservação da biodiversidade.
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